LEVANTAMENTO REACENDE DEBATE SOBRE A SEGURANÇA PÚBLICA NA CAPITAL DE RONDÔNIA
Porto Velho voltou a figurar em um levantamento internacional entre as cidades mais violentas do mundo, ocupando a 48ª posição no ranking elaborado pelo Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, entidade sediada no México que utiliza a taxa de homicídios por 100 mil habitantes como principal indicador. O resultado também reforça preocupações já apontadas por estudos nacionais sobre a violência na capital rondoniense.
Embora metodologias possam variar entre os levantamentos, especialistas destacam que a expansão das facções criminosas, a disputa por rotas do tráfico, a vulnerabilidade das regiões de fronteira e as dificuldades estruturais das forças de segurança são fatores frequentemente associados ao aumento da violência em estados da Região Norte.
UM PROBLEMA QUE EXIGE RESPOSTA DO ESTADO
A posição ocupada por Porto Velho não representa apenas um número em um ranking. Ela traduz um cenário de insegurança que afeta comerciantes, trabalhadores, estudantes e famílias que convivem diariamente com o medo da criminalidade.
Além do impacto na qualidade de vida, elevados índices de violência dificultam a atração de investimentos, prejudicam o turismo, reduzem oportunidades de emprego e aumentam os custos do poder público com saúde, sistema prisional e segurança.
AS PROPOSTAS DEFENDIDAS POR JESUÍNO BOABAID
No debate político sobre segurança pública em Rondônia, o pré-candidato a deputado estadual Jesuíno Boabaid afirma defender um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento das instituições policiais. Entre suas principais propostas estão:
1- Fortalecimento das Forças da Segurança Pública com valorização profissional;
2- Ampliação do efetivo mediante realização de concursos públicos e recomposição dos quadros;
3- Investimento em equipamentos, armamentos, tecnologia e inteligência policial;
4- Destinação de recursos estaduais e busca de recursos federais do Fundo Nacional de Segurança Pública para reforçar operações policiais;
5- Fortalecimento das ações integradas entre as forças de segurança e órgãos de inteligência;
6- Combate às organizações criminosas que atuam na região amazônica e nas áreas de fronteira;
7- Valorização das carreiras militares e civis estaduais, com políticas de incentivo, promoções, gratificações e capacitação e melhores condições de trabalho.
Segundo Jesuíno Boabaid, o enfrentamento da criminalidade depende de planejamento permanente, investimento em inteligência e valorização dos profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública.
SEGURANÇA PÚBLICA COMO PRIORIDADE
O crescimento da violência urbana demonstra que a discussão sobre segurança pública deverá ocupar espaço central nas próximas eleições estaduais. Independentemente das posições políticas, o desafio consiste em construir políticas públicas capazes de reduzir os índices de homicídios, combater o crime organizado e devolver à população a sensação de segurança.
O cenário apresentado pelos levantamentos nacionais e internacionais reforça a necessidade de ações coordenadas entre União, Estado e municípios, aliando repressão qualificada ao crime, prevenção da violência, inteligência policial e investimentos permanentes nas instituições responsáveis pela proteção da sociedade.
Fonte: Noticiou

