A situação da saúde pública em Porto Velho volta a escancarar um cenário grave de abandono.
Uma paciente aguarda há mais de três anos por um procedimento de laqueadura (ligadura de trompas), que deveria ter sido realizado na Maternidade Mãe Esperança, unidade de referência para esse tipo de atendimento.
E o prejuízo só aumenta
Com o vencimento dos exames, a paciente será obrigada a:
Refazer todos os exames médicos
Reiniciar o processo burocrático
E o mais grave: voltar para o final da fila, como se nunca tivesse aguardado por anos
Ou seja, três anos de espera simplesmente são ignorados, empurrando a paciente novamente para um ciclo de demora e sofrimento.
Promessas não cumpridas
Durante sua gestão, o prefeito Léo Moraes prometeu viabilizar o procedimento por meio de hospital particular, como forma de reduzir a fila e dar resposta à população.
Até agora, porém, nenhuma medida efetiva foi tomada.
A realidade é uma só: promessas de um lado, abandono do outro.
Direito ignorado
A laqueadura não é favor, é um direito garantido por lei.
A demora excessiva, somada à perda dos exames e à necessidade de recomeçar todo o processo, evidencia uma possível violação de direitos fundamentais, especialmente à saúde e à dignidade da pessoa humana.
Um retrato da saúde pública
O caso expõe um problema estrutural em Porto Velho:
Filas intermináveis
Falta de planejamento
Ineficiência na gestão pública
Desrespeito com o cidadão
Até quando?
Quantas mulheres ainda terão que recomeçar do zero?
Quantos anos serão necessários para um procedimento básico?
A população não pode ser penalizada pela falta de gestão.
Saúde não pode esperar. Direito não pode prescrever na fila.